Skip to main content

Estudar só uma matéria por semana é ruim.

Olá! Meu nome é Diogo Moreira, sou Auditor Fiscal da Receita Federal e estou aqui para te ajudar a sair dessa “vida bandida” que é estudar para concurso.

 

Estudar só uma matéria por semana é ruim.

 

Você sabia que estudar só uma matéria por semana é ruim? Quando eu estudei para ser aprovado como Auditor da Receita Federal, eu estudava, no início, 6 matérias ao mesmo tempo, por uma hora, uma hora e meia cada matéria, em média.

E os meus alunos do coaching fazem isso também e a maioria das pessoas que são aprovadas em concurso faz isso. Por quê? Se você está começando a estudar, tenho certeza que você tem aquela vontade enorme de ficar um tempão lendo a mesma matéria.

Você começa uma aula, a aula vai demorar 3 horas para ser lida, e aí você quer ir até o final daquela aula para pegar o começo, o meio, e o fim da explicação, entender o conjunto da coisa.

E já que você leu uma aula, por que não ler duas, três aulas? Ou então a matéria toda logo de uma vez? Se você passar um mês lendo direito administrativo, você vai entender tudo do começo ao fim, depois fica só revisando.

 

Por que isso não é bom?

 

Por que não é recomendável? A alternativa – que é o que a gente utiliza – é ler várias matérias ao mesmo tempo. E isso é feito estudando 60, 90 minutos cada matéria. E sim, você não vai ler a aula toda.

Você vai parar onde você estiver, no máximo você vai completar mais um ou dois parágrafos, alguma coisa assim, depois você para a leitura. Da próxima vez que você voltar na matéria, daqui há 2 ou 3 dias, você retoma de onde parou.

No máximo, você voltará alguns parágrafos para poder pegar o fio da meada mas, via de regra, você retoma logo dali de onde você estava. “Diogo, que coisa estranha! Vou ler 60 minutos? Vou ler, sei lá, 10, 12 páginas sendo que a aula tem 60 páginas, ou o capítulo do livro tem 60 páginas, por que eu vou ler 12 e isso vai ser bom?”

 

 A verdade é que no curtíssimo prazo isso não é bom.

 

Juro para você. Se você é meu aluno, não fica bravo. Mas não é muito bom para o entendimento completo, e para memorização de curto prazo, que você leia só um pedaço. Então por que a gente faz isso, Diogo? Porque isso é bom para memorização de longo prazo.

Cada vez que você tem contato com essas 10, 12 páginas, quando você vai pegar matéria de novo alguns dias depois, você tem que se lembrar mais ou menos. Você acaba se lembrando um pouquinho daquilo que você leu dois dias atrás. A mesma coisa acontece dois dias depois.

E aí depois de duas semanas, para finalizar uma aula, você vai fazer uma revisão geral daquela aula. Então foram 7, 10, 14 dias lendo uma aula só. Depois você revisa a aula inteira. A coisa vai se solidificando, a sua base vai melhorando, seu entendimento vai amadurecendo naquele assunto.

E como você está sempre relembrando o que foi lido anteriormente, como uma coisa se conecta com a outra, como no final da aula você lembra coisas do início da aula, essas associações, essas rememorações da coisa toda, ajudam na memorização de longo prazo. Isso é bom para você se lembrar daquele assunto durante meses ou até mesmo anos.

 

Como eu falei, se você leu apenas doze páginas, não é bom para você ter um entendimento completo daquilo ali.

 

Mas como a coisa vai e vem, você faz múltiplas revisões, no longo prazo a memorização daquele assunto fica mais fortalecida. Eu mesmo já fiz um outro vídeo aqui no canal citando um estudo científico que mostrava que, quando você tem contato massivo, intenso, com algum assunto – por exemplo, ler quatro vezes o mesmo texto – cinco minutos depois dessas quatro leituras você se lembra muito bem daquilo ali.

Mas, uma semana depois a sua memorização cai muito. Ao passo que, se em vez de ler quatro vezes aquele texto, você ler somente uma vez, e você fizer testes respondendo questões sobre aquele assunto, uma semana depois você vai se lembrar muito mais. Mesmo tendo lido só uma vez o texto e feito vários testes.

O fato de testar, de fazer associação, de tentar lembrar, de se esforçar, favorece a memorização de longo prazo. Um processo semelhante acontece quando você espaça no tempo o estudo de determinado assunto. Essa é a prática espaçada. É defendida pela ciência como uma boa prática de estudos para a memorização de longo prazo.

 

Junto com a prática espaçada anda a prática intercalada.

 

Já que você vai ver um pouquinho da matéria todo dia – ou dia sim, dia não – por que você não vê então várias matérias ao mesmo tempo?  Isso é até mais interessante. Quando você está lendo Direito e depois você muda para Matemática, e depois você vai para Informática, e depois para outro Direito, depois para Contabilidade. Cada hora você está trocando o tipo de matéria, o tipo de assunto.

Veja, é exatas, é mais um direito, você dá um reenquadramento no seu cérebro, na sua forma de pensar. Você tem que reativar novos campos de pensamento, e isso faz com que você ganhe uma certa concentração novamente.

E você ter que religar o cérebro dessa forma também favorece a memorização de longo prazo. Você também está botando seu cérebro para trabalhar um pouquinho mais. Então, se você acha que ao ler a mesma matéria durante várias horas seguidas favorece o seu entendimento, você está certo. Você está entendendo melhor porque você leu uma única matéria durante várias horas.

 

Às vezes você leu a aula inteira ou o capítulo inteiro de uma vez só.

 

Isso favorece o entendimento de curto prazo. Você entende melhor hoje, mas você vai esquecer isso muito mais fácil. Se você está estudando para concurso ou para vestibular, você vai ficar meses ou, no caso de concurso, até mesmo anos estudando até conseguir aprovação, até passar na prova que você quer.

Então não adianta focar no curto prazo. Controle o sentimento que você tem de está entendendo melhor e troca por uma prática, por uma técnica que favorece a memorização de longo prazo.

Sabe uma outra sensação muito parecida, que é de que você está entendendo melhor agora, mas que também não favorece a memorização de longo prazo? Fazer resumos. Resumir o material. Quando você lê uma aula e faz um resuminho, lê uma aula e mais um trecho, faz um resuminho, lê uns dois, três parágrafos, resume.

 

Dá uma sensação de estar entendendo.

 

Você troca aquilo ali pelas suas próprias palavras, mas você está jogando seu tempo fora basicamente. Favorece ali que você entenda naquele momento, talvez um pouco mais, mas não favorece a não memorização de longo prazo. O resumo feito nesse copia e cola não serve para nada.

 

Muitas vezes você nem está prestando muita atenção no que está fazendo. Você aprende a resumir, e você fica automático. Às vezes, você está pensando em outra coisa, em qual vai ser a escalação do Flamengo no próximo jogo. E, em vez disso, em vez de estar prestando atenção, você está pensando em outra coisa, e está simplesmente copiando e colando ali, igual uma máquina.

No caso dos resumos, tem aquele bônus maravilhoso que é você nunca relê o que você resumiu, nunca, nunca. Seu resumo fica ali guardado e fica para a posteridade. Você vai dar para seus filhos ou para seus netos, porque você mesmo não vai usar aquela porcaria enquanto estiver estudando para concurso.

Então, nesse vídeo eu falei da prática espaçada, que é você espaçar o estudo da matéria no tempo, e a prática intercalada que é intercalar diversas matérias e assuntos diferentes. Existe também um terceiro ponto, um aspecto desse tripé de memorização, que é a recuperação ativa.

Que é você resolver questões, responder, buscar coisas da memória, recuperar a informação ativamente através de esforço, por meio de esforço.

 

Isso não acontece com resumos.

 

Então se você fez o resumo, ao reler o resumo você está fazendo uma revisão passiva. A simples releitura é uma revisão passiva, não favorece a memorização de longo prazo também. Existem alguns tipinhos de resumo que funcionam melhor, existem algumas formas ou momentos de fazer resumo que funcionam, mas são exceções.

Você não consegue usar a maioria dessas formas num estudo sustentável para concurso, e é por isso que eu digo isso neste canal: não faça resumo. “Diogo, você é muito radical, tem gente que passa fazendo resumo.” Tem… tem. Tem gente que passa estudando até de cabeça para baixo se bobear, mas não é por isso que você vai fazer.

Confie no que a ciência diz, no que a maioria dos aprovados faz, e aumente sim as suas chances de ser aprovado. Você gostou desse vídeo, clique em curtir por favor, se inscreva no canal se você ainda não se inscreveu. E é isso, vamos lá, tentando sair dessa vida bandida vídeo por vídeo. Um grande abraço e até a próxima.

 

SAIBA MAIS:

PF e PRF serão adiadas? O que fazer com seus estudos agora e depois

Concurso TJ-SP Escrevente – Como estudar BEM!

Procrastinação: como identificar (e vencer) os inimigos do seu estudo

Quer aprender a estudar? Entre para a Comunidade Estudo Completo

 

E se você quiser conferir mais dicas sobre concursos como essa, coloque o seu e-mail no campo “Receba novidades” no final desta página, para receber novas informações semanalmente.

Me siga nas redes sociais para acompanhar mais conteúdo a respeito de concursos públicos!

Muito obrigado e até a próxima!

 

Compartilhe este post por meio dos links abaixo:

Deixar comentário

Quer receber mais informações e ajuda sobre este e outros concursos?