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É necessário TALENTO para ser APROVADO em concursos e provas?

Por 11/02/2021fevereiro 16th, 2021Dicas, Técnicas, Videos

Olá! Meu nome é Diogo Moreira, sou Auditor Fiscal da Receita Federal e estou aqui para te ajudar a sair dessa “vida bandida” que é estudar para concurso.

Você é bom em matemática ou ruim? Nasceu para estudar ou não nasceu para ler nada? Só passa em concurso quem é inteligente? Você nasce inteligente ou burro e já era? Enfim: como nos esportes, o que importa é o TALENTO ou a VONTADE? Confira essa análise.

 

É necessário talento para ser aprovado em concurso público?

 

Estudar para concurso é uma coisa chata, demorada, você fica chato, amarela o escritório, não consegue conversar com ninguém, leva pé na bunda, não pega ninguém, a vida vai passando… Então, falar disso, às vezes, é meio chato.

Vamos fazer uma coisa diferente, vamos falar de Cristiano Ronaldo, Kobe Bryant, Andre Agassi. É necessário ter talento para ser aprovado? Você nasce predisposto geneticamente à aprovação em concurso público ou é uma coisa que qualquer pessoa pode alcançar?

Toda aquela conversa “é a forma mais democrática de arrumar um emprego etc” e alguém fala, “mas quem não tem educação básica não consegue, então não é democrático assim”. Calma. Quero saber do ponto de vista genético, biológico, fisiológico. É para todo mundo ou precisa de alguma coisa especial?

Gosto muito de comparar preparação para concurso público com preparação de alto nível para esportes de alta performance porque tem muita coisa em comum.

Você tem um aspecto psicológico que é muito importante, você tem um aspecto físico que tem que ser olhado também e você tem uma prática repetitiva que depende do mindset (aquela palavra que hoje em dia está queimada que os coachings adoram?).

Pois é, precisa também de um mindset de crescimento, de você estar disposto a fazer cada vez melhor, fazer diferente, atacar suas dificuldades.

 

Dá para traçar bons paralelos entre as duas coisas.

 

“Diogo, você me disse que ia falar do Cristiano Ronaldo e estou vendo esse vídeo até agora só por causa dele.” Na verdade, vou começar falando sobre Kobe Bryant. Ele faleceu no ano de 2020 em um trágico acidente de helicóptero, foi uma pena.

Ele foi um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Você encontra alguns vídeos interessantes sobre ele no Youtube. Eu assisti um desses vídeos e achei legal a sua história, ele era sensacional, um dos melhores de todos os tempos, você olha para ele e diz: nasceu para jogar basquete.

Com doze anos, ele foi para uma peneira de basquete e não foi selecionado. Simplesmente, não era bom o suficiente e os outros garotos de doze anos eram melhores que ele. Ele simplesmente se recusou a aceitar aquela situação.

Ele era apaixonado por basquete e tinha que ficar bom em basquete. Aconteceu uma outra peneira alguns meses depois e ele treinou sem parar durante todos esses meses, de manhã e de noite ou de manhã e de tarde. Ele treinava, acordava mais cedo, fazia o que fosse necessário todos os dias até a peneira seguinte.

 

E, na peneira seguinte, ele foi escolhido e entrou no time.

 

Ele manteve esse mindset. Veja como foi interessante, essa fagulha fez com que ele pensasse: “se eu treinar mais, eu consigo”. A maioria das pessoas não teria essa fagulha. A maioria teria pensado: não levo jeito, eu sou só mais um, nunca vou conseguir ir muito longe.

Mas, ele pensou: se eu treinar, vou melhorar. Ele correu atrás. E o resultado disso é que ele foi recompensado e a coisa foi reforçada, ele realmente melhorou ao treinar mais.

Ele teve uma carreira fantástica porque desde o início ele tinha o mindset de crescimento, desde o início ele já sabia que se ele se dedicasse um pouco mais, se ele fizesse mais do que os outros, ele ia evoluir mais, ele conseguiria alcançar mais.

Ele conta nesse vídeo que ele treinava de manhã e de tarde e, depois, ele viu que precisava de mais, que precisava passar os concorrentes, os colegas, os adversários. Então, ele começou a treinar duas vezes pela manhã e uma de tarde.

Depois, ele começou a acordar 5 horas da manhã porque assim ele conseguiria treinar 3 vezes pela manhã e mais 2 vezes de tarde. Ele foi aumentando a quantidade de treinos. E, para conseguir dar conta disso tudo, ele começou com uma disciplina fanática da hora de deitar, da alimentação, dos intervalos, do lazer.

 

A vida dele toda girou em torno de treinar basquete.

 

Há também uma história famosa sobre o Kobe, o melhor jogador do outro time que ia enfrentar o time do Kobe, Los Angeles Lakers, chegou para treinar mais cedo no dia do jogo e o Kobe estava lá na quadra sozinho, não tinha mais ninguém.

Ele chegou, treinou, treinou e treinou, uma hora, uma hora e meia de treino já estava cansado, olhava e o Kobe continuava treinando. Ele disse: dane-se, deixa eu ir embora que tenho que fazer mais coisa, tenho que me arrumar para o jogo.

Depois, o Kobe comentou essa história: eu sabia que ele estava lá, que ele estava me vendo e eu queria que ele soubesse que eu estava disposto a ir mais longe do que ele. Não apenas a chegar antes, mas a sair depois.

Ele já queria derrubar o adversário psicologicamente deixando claro para ele que faria mais e que, por isso, merecia mais.

Isso nos leva ao Cristiano Ronaldo que, sabidamente, é o primeiro ou um dos primeiros a chegar nos treinos e um dos últimos a sair e, depois que o treino acaba e todo mundo vai embora, ele fica treinando chute, falta etc.

Cristiano Ronaldo, um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos, treina, se dedica pra caramba, ele corre atrás. Eu li a autobiografia do Andre Agassi, um dos maiores tenistas de todos os tempos, e é uma leitura fantástica e deliciosa, “Open – La mia storia”.

 

Ele conta no livro que com 4 anos foi obrigado pelo pai a começar a treinar tênis.

 

O pai dele fez uma quadra nos fundos da casa, comprou aquela máquina de lançar bolas e botava ele para treinar todos os dias desde os 4 anos de idade. O que quero trazer de mais interessante nessa história é que o irmão dele era um pouco melhor.

O irmão se rebelou contra o pai, não queria jogar tênis, mas fazer outras coisas na vida. Parou de treinar e foi seguir com a vida dele. Mas, o Agassi não era o melhor. O pai não disse: nossa, desses filhos eu escolhi aquele que tem uma chama especial”.

Ele foi construído, por insistência do pai, desde o início. Não era, necessariamente, o cara que tinha mais talento. Muito semelhante era Michael Jordan (há um documentário na Netflix sobre ele, O Arremesso Final).

Ele conta que tinha um irmão mais velho, era o preferido do pai e jogava mais bola do que ele. O irmão era realmente bom, mas ele era o cara que comia pelas beiradas, não era “o cara” do basquete. Mas, ele tinha uma rixa saudável com o irmão e, às vezes, nem tão saudável assim.

Ele queria ser melhor que o irmão, para mostrar para o pai que ele era capaz de ser melhor que o irmão. Então, aquela gana, a vontade de ser o melhor, de sempre estar superando outras pessoas fez com que ele treinasse muito e se desenvolvesse muito como jogador para chegar até o nível que ele chegou.

 

Inicialmente, ele não era o melhor também.

 

O que a gente vê pela vida? As pessoas nascem com algumas facilidades, algumas dificuldades. “Eu, naturalmente, chuto uma bola muito bem.” “Nossa, meu filho, naturalmente, não chuta bem, não consegue acertar o gol, não sabe nem para qual gol tem que chutar.”

A gente sai de uma coisa meio aleatória do nascer da vida, que pode ter vindo da sua primeira infância, pode ser genético. Mas, de uma forma aleatória você tem algumas características boas para algumas coisas e características insuficientes para outras atividades e as pessoas confundem isso com talento.

O que acontece na prática é que se você chuta bem, você não fica treinando basquete. Se você chuta bem, você se sente bem. Você é aclamado pelos coleguinhas porque você chuta bem. Você é escolhido na pelada cedo porque você chuta bem.

O que você faz? Você chuta mais. Você continua jogando futebol, se dedica ao futebol, tem um talento e você é o cara no futebol. O basquete, que é com a mão, você não está muito a fim, nunca deu importância, nunca se dedicou e nunca virou um grande jogador de basquete.

Perceba como um evento quase aleatório lá do início da sua vida vai repercutir no resto da sua vida? Porque você enxergou que aquilo era o seu caminho. Mas, quem sabe se você tivesse treinado muito basquete, ao invés de futebol, por algum motivo, não teria se tornado um jogador ainda maior de basquete?

 

Mas, seria necessário mais prática, mais treino e uma mentalidade muito forte para você identificar:

 

estou ruim, pior que os outros, mas vou e quero ficar muito bom nisso aqui. Cabe essa reflexão para sua vida, pequeno concurseiro, porque você pode não ser muito bom em Português ou Matemática, mas isso não significa que você não tem como melhorar.

Ninguém nasce com a Matemática faltando no cérebro, você pode correr atrás disso. Mas, você tem que ter uma força de vontade muito grande, como se você quisesse humilhar o seu irmão, vencê-lo em uma competição de Matemática.

Você vai ter que provar para alguém, preferencialmente, para você mesmo que é capaz de aprender e ficar muito bom em matemática. E você vai ter que ir lá para a quadra de basquete pela manhã e ficar arremessando várias vezes até não aguentar mais.

No caso de Matemática, voltar umas casas, pegar exercícios básicos, aulinhas das séries anteriores, aprender como faz, treinando e se dedicando até melhorar.

É necessário força de vontade, humildade para você identificar que você não é bom, mas tem que voltar atrás para melhorar e o famosíssimo mindset de crescimento para entender que você pode mudar, evoluir, alcançar mais. Se você enxergar o motivo para fazer aquilo e se dedicar de verdade.

 

 

 

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