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o ESTUDO REVERSO é para você??

Por 16/12/2019dezembro 24th, 2019Dicas, Técnicas, Videos

Olá! Meu nome é Diogo Moreira, sou Auditor Fiscal da Receita Federal e estou aqui para te ajudar a sair dessa “vida bandida” que é estudar para concurso.

Você já ouviu falar do Estudo Reverso? Sabe como funciona? Quais as vantagens e as desvantagens? E como saber se ele é pra você?? Confira!

 

O que é estudo reverso? Ele seria bom para você?

 

Estudo reverso significa ler de trás para frente (brincadeira :D). Se o estudo normal significa ler primeiro a teoria e, em seguida, revisar e fazer questões, então o estudo reverso é revisar e fazer questões antes de ler a teoria.

Especificamente estamos falando de fazer questões primeiro e estudar a teoria depois. Qual a vantagem? Por que algumas pessoas gostam? Para que serve? Você já me ouviu falar que não passa em concurso quem sabe mais, mas quem acerta mais questões.

Portanto, faça questões, veja o que a banca costuma cobrar e estude mais esses assuntos. Parece óbvio e, em certo grau, até funciona, e funciona mais para algumas pessoas do que para outras. Por quê? Um problema dessa técnica é que ela é muito dolorosa.

Quando você faz questões de assuntos que você nunca viu, acertará em média 30% a 40% das questões. Isso machuca qualquer ego e qualquer vaidade sofre um pouco com isso. Então, como isso funciona acertando apenas 30% ou 40% das questões? Está dando certo?

Você acerta 30% porque há questões que são fáceis, ou seja, você lê, usa o bom senso e acerta. Entretanto, você tem que corrigir, ler os comentários (um pequeno pedaço da teoria daquilo que você errou). Com isso, as peças começam a se encaixar.

Não é o fazer questões que resolve, mas o corrigir. Ao corrigir você está aprendendo. O que você tem que aprender nesse tipo de estudo é que você tem que fazer questões, corrigir e fazer mais questões daquele assunto, corrigir, fazer mais questões e corrigir.

Não basta ler a teoria, fazer uma revisão intermediária e só depois fazer questões e verificar como está indo. O aprendizado virá de corrigir e ler os comentários. Se você nunca teve contato com o assunto, pode ser que seu estudo fique um pouco mais lento devido a essa quantidade de questões e correções que você tem que fazer.

O estudo reverso é mais indicado para você que já teve algum contato com a matéria. Se você é formado em Direito, você não ficará lendo teoria de matérias de Direito novamente. Se você já teve um contato com elas, então tem alguma ideia do que é e, assim, pode ir direto para as questões.

Vale também para outras matérias e vai ser do jeito como mencionei anteriormente: doloroso. Entretanto, segundo as melhores teorias de aprendizagem, não é interessante que você fique muito tempo em um assunto só.

 

Aqui vai uma dica especial: estude o assunto da aula 1, faça questões da aula 1, corrija.

 

Terminando a aula 2, faça questões da aula 2 e da aula 1. Terminando a aula 3, faça questões das aulas 3, 2 e 1. Deixando um certo intervalo entre o estudo da mesma matéria (entre fazer questões da mesma aula), você favorecerá seu aprendizado de longo prazo.

Quando você faz a prática intensiva (estuda apenas um assunto durante muito tempo), você acerta mais questões no curto prazo, mas não favorece o aprendizado de longo prazo. Isso gera uma ilusão de conhecimento.

Como você acabou de estudar, você acerta questões porque está reconhecendo (lembra que você olha para a questão e reconhece o assunto porque você o estudou ontem?). Isso é uma ilusão de conhecimento porque você não pôde testar se está lembrando ou não.

Aqui vai uma dica crucial: teste, verifique se você está sabendo ou não, mensure via questões.

Você não está medindo seu grau de conhecimento tendo o primeiro contato com a matéria estudando via questões. Você nunca estudou a matéria, mas não se preocupe com o percentual de acertos. Entretanto, a partir da terceira vez que fizer questões daquela aula, compare como está seu percentual de acertos.

No futuro, quando terminar de ler a matéria inteira, com várias matérias finalizadas, identifique o que você aprendeu de fato e o que você não aprendeu. Muito cuidado!

 

Não fique tempo demais na mesma matéria ou no mesmo assunto! Isso gera ilusão de conhecimento!

 

Outra dica fundamental: não fique anotando coisa demais a primeira vez que você está vendo o assunto. Na primeira vez tudo parece difícil e tudo parece importante. Não fique fazendo anotações ou resumos. Não é só porque você resolveu estudar focado no que a banca cobra que tem que ficar anotando tudo o que caiu ou o que acertou ou que errou desde a primeira vez que você faz as questões. Calma!

Faça as questões, leia os comentários, preste atenção e siga adiante. Não é hora de anotar na primeira leitura, no primeiro contato com a matéria. No terceiro ou quarto contato com aquele assunto, você estará com percentual de acertos mais alto e saberá identificar o que está aprendendo ou não.

Nesse momento, é hora de começar a anotar e preparar seu material para revisões futuras, mas apenas das dificuldades. Se estiver com 70% de acertos, foque nos 30% que você ainda não aprendeu.

 

 

SAIBA MAIS:

91% de acerto no TRF3! – Entrevista com Thales Wottrich

EDITAL! PCDF Escrivão: DICAS de estudo!

De soldado da PM a Delegado da PF – Entrevista com Israel Castilho

 

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