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Edital do concurso publicado – planejamento pós-edital

Por 27/10/2017janeiro 18th, 2019Videos

Olá! Meu nome é Diogo Moreira, sou Auditor-Fiscal da Receita Federal e estou aqui para te ajudar a sair dessa “vida bandida” que é estudar para concursos.

Nesse artigo, irei explicar como eu fiz quando foi publicado o edital da prova de Auditor-Fiscal da Receita Federal em 2009. Como analisei o edital, as disciplinas e como programei meus estudos daquele dia até a prova. 

Eu estudei para a prova de auditor em 2009. O edital foi lançado no final de setembro. Eu estava com um ritmo bom, não tinha visto todas as matérias ainda, mas vinha me dedicando bastante desde março. E aí saiu o edital.

O que fazer? Qual foi o passo a passo que eu segui para me organizar, para planejar o meu o estudo e assim chegar no dia da prova no auge do conhecimento, que foi o que aconteceu?

 

Destrinche o edital!

 

A primeira coisa foi destrinchar o edital. Não é fácil. Se você não está acostumado a ver todos aqueles nomes, aquele monte de coisa lá de cada matéria, eu sei que é complicado, mas você tem que começar a fazer e isso aí vai ficando mais simples a medida que você faz.

Você tem que pegar todos os assuntos. No edital vem tudo em texto corrido, né? Fica aquela coisa assustadora. Pega e enumera. 1.1, 1.2, 1.3… Vai vendo item a item. Essa é a primeira coisa que você tem que fazer. Por quê?

Você tem que verificar se você tem material para todos os assuntos. Você vai bater, vai fazer um checklist do que você tem no seu livro, no seu PDF, e aquilo que está sendo cobrado na prova. Tem que identificar quais assuntos que estão faltando.

Isso aí foi muito importante para mim e, dessa forma, eu estava com o material completo, eu consegui cobrir todo o edital.

Claro, no Estratégia Concursos, por exemplo, os professores fazem isso por você. Então, se você tiver condições de comprar um pacote focado numa prova, pode ter certeza que todo edital daquela prova vai estar ali naquele pacote.

 

Identifique o tamanho das matérias.

 

O segundo passo é identificar o tamanho das matérias. Você tem que ver, daquilo ali que está sendo cobrado no edital, quanto você já viu, quanto ainda falta ver e qual o tamanho da matéria.

Existe a matéria que você já leu e está grande e existe a matéria que está grande e você nunca viu. Essa é a primeira coisa que tem que fazer depois que estiver tudo organizado com o material: identificar cada matéria, qual é o tamanho.

Novamente, no caso do Estratégia, você tem um curso dividido em aulas. Se você tem um livro, você tem um livro dividido em capítulos, e isso aí faz com que você tenha uma noção de quantos capítulos ou quantas aulas você vai ter que ler ou revisar.

Em seguida, você tem que julgar o que você já leu e o que você não leu. Quais são os assuntos inéditos? Qual o tamanho daquilo que você já leu, qual o tamanho do que falta ler. Porque é óbvio: o que você já leu, vai ser só revisado. O que você não leu, você ainda vai ter que ler.

Mas, por mais óbvio que isso seja, é interessante você adotar a seguinte postura nesse momento: o que eu já li vai esperar. Eu vou correr atrás dos assuntos inéditos, vou ler o máximo que eu puder, para, depois, revisar a coisa toda, começando por aqueles assuntos que você já não tem contato há algum tempinho e já leu.

Para quem estuda Economia, isso chama ganho “marginal”. Você ganha mais pontos ao ler assuntos inéditos, do que revisando aquilo que você já aprendeu. Tipo assim, você já leu aquilo ali, você está com um conhecimento de 60%, 70%… Se você revisar, você vai ganhar 1 ou 2 pontos ali.

Mas um assunto que você não leu ainda, nada, ele vai ter questões fáceis, ele vai ter questões médias, que com uma simples leitura você já vai pegar. Então, ao invés de ganhar 1 ou 2 pontos, lendo um assunto inédito você vai ganhar 3, 4, 5 pontos.

Mas para atacar os assuntos inéditos, você tem que ver o tamanho de cada um, quanto falta ler de cada um, e dividir a sua carga horária de acordo com isso.

Ah, quando saiu a minha prova, faltavam 76 dias para a prova. Saiu o edital, faltavam 76 dias. O que eu fiz? Eu tirei 2 dias para me programar. Foram 2 dias inteiros analisando edital, preparando planejamento, julgando meus materiais, correndo atrás de material que faltava – isso em 2 dias inteiros!

A partir daí, eu vi que faltavam 74 dias para a prova. Quantas horas eu ia estudar em cada dia? Eu fiz um calendário de 74 dias vendo, de segunda a sexta, vão ser 7 horas no começo, depois eu passei para 8. Sábado, vão ser 6 horas. Domingo, vão ser 4 horas. Qual o meu total de horas então, que eu tenho? Beleza. E são quantas matérias que eu preciso ler ainda?

 

Defina quantas horas você vai estudar para cada matéria.

 

Eu tenho X horas, e eu tenho 20 matérias, então eu vou dividir X por 20. Isso vai dar uma média de horas para cada matéria. Uma média de quantas horas você vai ter para cada matéria dali, até a prova.

Então vamos supor que você vai ter 10 horas para cada matéria em média, ok? Ah, Direito Constitucional eu não preciso ler quase nada, então, em vez de 10 horas, você vai estudar 6. Sobraram 4.

O que você vai fazer com essas 4? Pô, eu vou jogar para Contabilidade de Custos, que eu nunca tinha estudado. Então, em vez de 10 horas de Contabilidade de Custos, você estuda 10 mais 4, que você tirou de Constitucional.

Vai fazendo esse jogo, vai pegando de uma matéria que você já tem tranquilidade, jogando para a outra…

Por exemplo, eu tenho muita facilidade para Português, eu sempre li muito e sempre gostei de escrever. Então, Português eu gastei tipo 2 horas, em vez de 10. Sobraram 8, eu fui dividindo para algumas matérias que estavam precisando mais.

Só que esse planejamento não é estático e eu não planejei os 74 dias para frente. Eu planejei 15. Ao final dos 15, no domingo a tarde, eu dei uma reorganizada. Em quais matérias eu avancei mais rápido do que eu esperava? Em quais matérias a coisa ficou mais agarrada e eu senti mais dificuldade? Quais matérias vão precisar de mais revisão ainda, portanto eu preciso ler logo, para depois começar a revisar?

Isso aí a cada 15 dias, fazia com que eu redistribuísse as horas. Eu ia anotando quantas horas eu tinha estudado para cada matéria e, assim, eu ia redistribuindo. Esse controle é muito importante também porque quando sair o edital vai ter material que você não tem.

 

Material ainda não disponibilizado pelo curso, o que fazer?

 

Se você comprou um pacote do Estratégia, vai ter uma aula que ainda não está disponível e você precisava ler. Você vai fazer o quê? Vai ficar olhando para o papel em branco da matéria? Não vai. Você vai gastar aquela hora com outra matéria. Então, essa matéria vai ter que ficar com crédito com relação aquela.

Ah, eu precisava de um material de Contabilidade de Custos, mas eu não tenho, vou estudar Direito Constitucional então. Ok? Contabilidade de Custos, você faz um banco de horas lá, está com uma hora que foi para Constitucional. Depois você vai ajeitando isso.

Então, nesse começo, você vai favorecer as matérias que têm material disponível.

Eu sei que parece complicado, assim, de uma forma abstrata, mas não é. Quando você botar no papel, começar a escrever aqui e ali, a coisa vai sair, vai fluir.

Dessa forma, você vai cumprir o seu objetivo primário, que é: ler tudo. Esse é o ideal.

Chegando nesse ponto, terminando de ler as matérias, você vai partir para resolução de questão, para leitura de Lei Seca, para aquelas matérias que a banca puxa mais na leitura da legislação mesmo, e também os seus resuminhos, as decorebas, aquilo que você anotou no caderno que você precisa rever na véspera.

Essa é a característica da reta final da reta final. São as últimas 2 ou 3 semanas antes da prova. Questões, decoreba, Lei Seca.

 

E na véspera da prova?

 

Na véspera da prova, vai de cada um. Eu parei de estudar para a prova de auditor da Receita 4 dias antes da prova. Eu comecei a ter astigmatismo, estava estudando tomando Dramin, não estava me sentindo nada bem estudando mais e eu pensei, “pô, se eu não aprendi em 9 meses, não vai ser 4 dias que vão fazer diferença”.

Então, parei. Fui para a praia, fui jogar tênis, fui dar uma volta, fiquei tranquilo, me poupei.

Isso com certeza me rendeu pontos para a prova porque eu estava com a cabeça relaxada. E, na prova, você precisa de feeling. Você precisa daquela memória inconsciente, que te fala, “eu acho que é aquela ali”, mesmo que você não lembre exatamente.

 

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