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Cansaço mental no estudo para concursos

Por 31/01/2018janeiro 18th, 2019Técnicas, Videos

Olá! Meu nome é Diogo Moreira, sou Auditor-Fiscal da Receita Federal e estou aqui para te ajudar a sair dessa “vida bandida” que é estudar para concursos.

Estudar para concursos públicos é um desafio físico e psíquico. Entretanto, enquanto nossos limites físicos são facilmente detectáveis, os mentais são mais discretos e acabam nos fazendo sofrer em silêncio até que uma crise estoure.

Durante toda a minha preparação, eu ouvi muito atentamente os sinais do meu corpo e da minha mente e ajustei minha rotina.

Eu estava em casa o dia todo, mas estudava apenas 6 horas líquidas por dia antes de o edital sair. Sabia que havia pessoas estudando mais, mas se eu passasse daquele limite, não aguentaria o estudo no longo prazo.

Mas o que fazer se você ultrapassou seu limite e está sentindo os sintomas claros do cansaço mental? É o que eu trato nesse vídeo!

 

Como vencer o cansaço mental do estudo prolongado?

 

Todos nós sabemos que a jornada do concurseiro não é fácil. Estudar para concurso é cansativo, é tedioso e demora muito tempo.

Mas algumas pessoas conseguem passar 2, 3, 4 anos fazendo isso, e algumas depois de 6 meses estão exauridas.

Por quê? O cansaço é mental? É físico? É simplesmente a motivação?

Existem inúmeros aspectos que têm que ser levados em consideração.

Eu tenho um vídeo chamado Os 9 hábitos que me levaram à aprovação e nele eu cito diversas coisas que não são diretamente relacionadas ao estudo, como:

  1. Atividade física: eu jogava meu futebol toda quarta-feira, dava uma corrida no calçadão toda segunda; 
  2. Atividade mental: eu juro que eu jogava meu playstation todo dia na hora do almoço, duas partidinhas de Pro Evolution Soccer 2009 com o meu irmão;
  3. Descanso: eu assistia um filme todas as noites praticamente. 

Por quê? Por que eu me dava esse luxo, por que que eu estudava o tempo inteiro, por que eu não virava a noite estudando para fazer o máximo de horas líquidas por dia?

Porque todo mundo tem um limite!

 

Se você está experimentando hoje um cansaço mental, é provável que algumas dessas áreas da sua vida está jogada de lado.

 

Os filmes a noite para mim serviam como um divisor. Eles serviam para dividir o dia de hoje do dia de amanhã.

Quando eu estudei até a hora de dormir e acordei no dia seguinte e comecei a estudar, eu me senti mal. Parecia que eu só fazia aquilo da vida, e realmente só fazia, mas me dava uma sensação ruim de que eu era uma máquina que não estava prestando para mais nada.

Assistir filmes ou seriados dava uma quebrada, assim como dá até hoje. Se eu estiver trabalhando até tarde aqui, e amanhã de manhã já acordar e sentar no computador de novo, por exemplo, eu me sinto mal. Parece que os dois dias viraram um só.

Claro! Nem todo mundo tem um dia inteiro disponível e pode ver um filme a noite. Por favor. Eu sei, vocês vão comentar aqui, “mas eu trabalho o dia inteiro”, cada um tem que encontrar a sua solução.

Se você trabalha o dia inteiro e a noite ainda precisa estudar, vai ser mais difícil. Mas vai ser também ainda mais importante que você se cuide.

Seja por uma caminhada pela manhã, uma caminhada no final da tarde, ou alguma atividade física a noite… Alguma coisa que quebre a sua rotina.

 

“Mas, Diogo, eu trabalho até 19h, depois 22h eu estou morrendo de sono.” 

 

Meu amigo, se você fizer uma atividade física 1 dia da semana, uma quarta-feira por exemplo, e você fizer outra atividade física vigorosa num sábado ou num domingo, que você com certeza tem tempo, a sua vida já vai ser outra. O seu corpo vai aguentar muito mais essa jornada.

Então, eu acabei de apresentar uma solução para quem trabalha o dia inteiro e tem pouco tempo de estudo a noite. E eu aposto que você não tinha pensado nessa solução.

O que falta à maioria das pessoas é a criatividade. Muitas vezes eu recebo mensagens no YouTube, Instagram ou Facebook, assim: “Diogo, me ajuda, eu estou com tal problema, como é que eu resolvo isso?” e eu dou uma solução, que geralmente é pura criatividade.

Claro, é um pouco de experiência, eu sou coach já tem bastante tempo, mas a criatividade migra a realidade da pessoa para que pode trazer um benefício. Infelizmente, o que falta a muita gente é a criatividade.

 

Então, você tem que conhecer o seu limite e, para conhecer, você tem que experimentar.

 

Você tem que testar uma carga horária maior, uma carga horária menor, uma atividade num dia ou no outro, ou não fazer, ou fazer várias vezes… Cada um tem a sua realidade.

Você só vai descobrir se for experimentando.

A gente sempre fala que estudar para concurso é como treinar para uma maratona.

Geralmente a gente fala isso porque aquelas pessoas afobadas acham que vão sair correndo 21 ou 42km no primeiro dia. Não dá. Tem que começar devagar, a sua mente tem que se acostumar, e seu corpo também.

Mas, nesse caso, tem um outro paralelo com a maratona, que é: não exagerar!

Um maratonista ele treina 20, 25km, quando está longe da maratona, ele fica ali entre 25, no máximo 30km, quando está muito perto da maratona, algumas semanas antes, ele corre até 38km. Mas ele nunca corre 42. Ele nunca força a barra. E ele nunca mantém essa quilometragem alta durante muito tempo.

 

A mesma coisa vale para quem estuda para concurso!

 

Não adianta sair tentando fazer 7 horas líquidas que você não vai aguentar. A coisa tem que progredir aos poucos.

Foi o que eu fiz também.

Eu comecei com 4 horas líquidas, eu tinha o dia inteiro livre, e eu estudava 4 horas líquidas. Olhando para trás parece um absurdo, mas é assim que a gente começa.

Fui aumentando para 5, depois para 6… E, antes do edital da Receita Federal sair, eu não passei de 6 horas. Eu não aguentava.

Eram 3 horas de manhã, 3 horas pela tarde e a noite eu não conseguia estudar.

E eu não ficava forçando a barra, “não, você tem que estudar, porque você está o dia inteiro em casa”… Era o meu ritmo. Eu soube respeitar a minha própria realidade.

 

Então, se você está sofrendo de cansaço mental por estudar para concurso público demais, estão aí duas alternativas.

 

A primeira é fazer exercício físico regularmente. Que todo mundo fala, mas você tem que experimentar isso porque faz diferença.

A segunda é ter alguma distração para a sua cabeça. Hoje em dia tem Netflix, gente!

Naquela época eu tinha que baixar filme na internet e dava um trabalhão para gravar num DVD.

Hoje em dia com Netflix você pode assistir um episódio por dia, 40, 50 minutos – se você não trabalha o dia inteiro -, isso aí já deve dar uma aliviada, isso vai dar um sentimento de continuidade, de esperar uma coisa nova no dia seguinte, isso pode te dar um descanso daquela vida bitolada de quem está estudando para concurso.

O que você tem que entender é que você é um conjunto. Psíquico, físico e também emocional. Não adianta forçar a barra, querer mostrar para o mundo que vai estudar “sem limites”.

 

“Se eu assistir um seriado, eu estou procrastinando, eu não sirvo para nada, as pessoas vão falar mal de mim?”

 

Você tem que conhecer a sua realidade, você tem que aceitar, e começar a ligar pouco para o que os outros falam. Os outros não sabem a situação pela qual você está passando.

Quer um exemplo? Eu estudava até 11h50 da manhã, porque minha mãe e meu irmão chegavam 12h. E eles saíam novamente 13h30, então, eu voltava a estudava 13h40.

Resultado: minha mãe chegava em casa, eu não estava estudando. Ela saía de novo para o trabalho, eu não estava estudando.

Depois de algumas semanas, ela falou, “Diogo, você está estudando mesmo? Você está levando a sério?”. 

O que eu fiz? Ao invés de parar 11h50, eu comecei a parar 12h10. Em vez de voltar a estudar 13h40, passei a voltar estudar 13h20. 

Então ela chegava em casa eu estava estudando, e quando ela saía para o trabalho eu já estava estudando de novo. Algumas semanas depois, qual foi o comentário?

“Nossa, Diogo, você não está estudando muito não?”.

Então, esqueça o que os outros vão pensar ou dizer dos seus estudos. Faça a coisa certa para você!

Como diria Jean-Paul Sartre: “o inferno são os outros”.

 

Relato de uma concurseira:

 

Abaixo, transcrevo um e-mail que recebi de uma concurseira espectadora do meu canal no YouTube. Ela me escreveu quando lancei o vídeo “Cansaço mental no estudo para concursos”. Acho muito importante que as pessoas tenham a real noção de como é ruim “passar do limite” no estudo. As consequências podem ser devastadoras.

“Olá, professor!! Como vai?

Como o senhor havia me pedido, vou-lhe contar um pouco desse meu processo de “autoconhecimento”. Não pretendo entrar em pormenores, mas alguns se fazem necessários para entendimento do processo.

Meu nome é M., sou de Brasília/DF e tenho XX anos. Ao final de 2015, tive que trancar a faculdade por problemas financeiros e decidi estudar para concurso público. Sou a única na família que dirige, por isso tenho que levar todos os familiares a todos os seus compromissos e afazeres, além da maior responsabilidade de ajudar financeiramente meus pais, que estão desempregados assim como eu.

Divido o processo em 5 fases de acordo com certames aos quais dediquei os meus estudos:

– Fase IBGE (Jan/16): 4 horas líquidas diárias de estudo. Não sabia o que era estudar – achava que somente uma lida rápida seria o suficiente;

– Fase ANVISA (Jun/16): 8 horas líquidas diárias – estudo passivo com videoaula.

– Fase CRF-DF (Dez/16): 8 horas líquidas diárias, com mais qualidade de estudo, mas a ansiedade começou a atrapalhar os estudos e comecei a sentir o cansaço mental;

– Fase CLDF (Jul/17): descobri o meu método de estudo (leitura, resumos, revisão e muitas questões) e estudava 6 horas líquidas diárias, mas não havia aproveitamento algum.

Eu estava com ansiedade e depressão, além de sentir muita pressão dos familiares constantemente por uma nomeação após tanto tempo. Com toda essa carga emocional, passei a me sentir cansada com somente 30 minutos de estudo e só pensava em dormir – houve dias em que dormi por 18 horas. Minha mente estava desgastada, não conseguia ter foco nos estudos, não tinha vontade de fazer qualquer coisa, e só queria dormir para fugir das obrigações.

 

– Fase TRF 1ª Região (Out/17): nesse momento que decidi buscar ajuda médica (cardiologista, endocrinologista, nutricionista e psicólogo) e sinto como se a tempestade desse lugar a um céu azul claro. 

 

Hoje, continuo com as mesmas cobranças e as mesmas responsabilidades, mas com uma mente mais tranquila (não tenho mais depressão e a ansiedade está diminuindo) e com muito mais aproveitamento nos estudos. Em suma, não adiantava o melhor material de estudo, o “dia inteiro” para estudar e uma carga de estudos de quase 2 anos se não havia um equilíbrio holístico (social, físico e mental). 
É interessantíssimo ver como pequenas coisas, que parecem tão bobas aos olhos de quem “não tem tempo para se dedicar a isso”, como exercícios físicos, boa alimentação, complexo vitamínico e poucos minutos tomando sol, fazem a diferença. 

Seu vídeo foi postado logo após o processo e fiquei muito feliz de ver o assunto ser divulgado, pois pouco se fala sobre cansaço mental – há mais enfoque na quantidade de horas líquidas de fulano que passou com apenas 1 mês como o modelo a ser seguido, influenciando a desestabilização desse equilíbrio holístico. Seu vídeo, com certeza, será de grande ajuda para tantas outras pessoas, que podem demorar anos, assim como eu demorei, para enxergar esses sinais de deficiência da saúde mental.Obrigada pela chance de falar sobre a minha experiência e por todos os seus ensinamentos,

M.”

 

Se você conhece alguém que pode estar chegando nesse nível preocupante de estafa mental, compartilhe esse post! Vamos fazer uma “corrente do bem”. 

 

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Muito obrigado e até a próxima!

 

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Deixe seu comentário 2 comentários

  • Vinícius Wells disse:

    Diogo, obrigado pelo vídeo! Era o tipo de coisa que estava precisando ver e ouvir. Cada um tem o seu tempo e ninguém, ninguém mesmo vive as nossas dores e vitórias diárias. Mais uma vez obrigado!

  • Cláudia disse:

    Diogo, obrigada pelo vídeo e pelas palavras. Caiu como uma luva. Essa semana tive uma crise de ansiedade por conta do cansaço mental (que até então eu achava que “não existia”). Estava estudando em média 7 a 8 horas líquidas por dia e achava que era pouco, que tinha que render ainda mais. Não ia mais à academia, não escutava músicas, não assistia TV, não saía com as minhas amigas, tudo para “não perder tempo”. Até que chegou um momento em que surtei. No momento em que surtei, não entendi o porquê; não consegui enxergar o real motivo. Simplesmente me vi desesperada, chorando muito, com o coração acelerado. Perdão pela redundância, isso vai soar estranho, mas: meu desespero me deixou ainda mais desesperada. Até que liguei para a minha tia (psicóloga) e, conversando com ela (e chorando desesperadamente), vi que o que eu estava fazendo não era saudável. Vi que a preparação para concursos não se resume a conhecimento puro e simples. Ele é imprescindível, claro, mas sozinho não se sustenta por muito tempo. Ele pode até “entrar” na nossa cabeça, mas sem uma mente saudável, ele jamais será exteriorizado da maneira com que o deve. Então fica aqui um relato de quem viveu isso recentemente e percebeu que o cansaço mental existe e não pode ser negligenciado. Mais uma vez, obrigada pelo vídeo!

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