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Como fazer concursos do CESPE?

Por 08/07/2018janeiro 18th, 2019Dicas, Técnicas, Videos

Olá! Meu nome é Diogo Moreira, sou Auditor-Fiscal da Receita Federal e estou aqui para te ajudar a sair dessa “vida bandida” que é estudar para concursos.

Quando se trata de provas de concurso a banca CESPE/CEBRASPE é aquela que faz todo mundo ter calafrios e deixa qualquer concurseiro morrendo de medo.

Mas, qual é o mistério? Porque essa banca tem esse efeito sobre os concurseiros? Como fazer uma boa prova do CESPE?

 

Sobre o CESPE

 

Bom, inicialmente vale dizer que eu acho o CESPE uma banca bem interessante, o formato que eles utilizam faz com que você tenha um favorecimento do concurseiro que vale mais em detrimento dos que sabem menos.

Como isso funciona? Normalmente, em uma prova CESPE com gabarito estilo “certo e errado”, quando você erra uma questão, perde um ponto.

Então uma errada anula uma certa? Eu não gosto dessa expressão. Basicamente se você acerta você ganha um ponto e se você erra você perde um ponto. Se deixar em branco: zero, não ganha nem perde.

Com esse esclarecimento, na prática, quando você tem uma prova com 100 questões terão pessoas acertando uma média de 88, 87 ou 86 questões e você tem uma distribuição das notas mais ou menos de acordo com o que a pessoa sabe e a capacidade dela de “chutar”.

É bom lembrar que “chutar” faz parte do jogo, eu mesmo acertei muitas questões no chute, quando eu passei para o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal. Foi um chute técnico, bem ponderado com a banca ESAF, mas, sim, eu ganhei muitos pontos no chute.

Com o CESPE essa questão do “chute” é mais complicada. É uma banca que não favorece o chute, pois preocupa-se em selecionar aqueles que sabem mais. Nesse ponto, a banca está fazendo certo.

Então, na prática, o que o CESPE faz é esticar um pouco as notas dos candidatos no sentido de quem sabe muito obtém uma nota muito elevada e quem sabe pouco tem uma nota muito baixa, fazendo uma divisão clara do nível de conhecimento.

Isso porque se você tem duas pessoas com nível de conhecimento mediano, uma delas poderia se destacar através do chute, adquirindo certos pontos a mais que a outra, mas não medindo nível de relevância de conhecimento.

Então o CESPE valoriza quem acerta mais questões e quem erra menos questões, favorecendo o candidato mais bem preparado.

 

Diogo, eu não sou esse “candidato mais bem preparado”, eu odeio o CESPE e aí?

 

Beleza, eu também não era o candidato mais bem preparado quando fiz a minha prova (graças a Deus que não era o CESPE), como vocês sabem eu estudei pouco tempo, apenas 9 meses e isso não foi suficiente para que eu soubesse tudo de todas as matérias. Meu estudo foi suficiente para eu acertar questões daquela banca e conseguir minha aprovação.

 

Como o CESPE “estica” as notas

 

Explicando um pouco melhor esse aspecto de “esticar as notas”. Vamos supor que você tenha 100 questões e acerte 50 questões. Em qualquer outra banca você acertaria metade das questões, ou seja, 50%.

Já em uma prova do CESPE, se você acerta 50% das questões e erra os outros 50% a sua nota zera. Eis a grande diferença! Como falei o CESPE joga os candidatos para os extremos. E aí começam as polêmicas…

 

Afinal, vale a pena chutar no CESPE ou não?

 

Vamos falar das principais correntes que opinam a respeito de chutar no CESPE.

A primeira delas diz para não chutar, pois se você não sabe a matéria, as chances de você errar é grande e perderá pontos, atrapalhando bastante a sua nota final.

Há uma linha intermediária que diz para chutar se você já tem alguma noção do conteúdo que está sendo cobrado na questão, através de algum contato anterior, mesmo que não tenha nitidamente a resposta em mente. Isso porque a nossa memória não trabalha em um nível 100% consciente, algumas coisas você lembra inconscientemente e ativa uma lembrança indireta através de gatilhos como uma questão, por exemplo. Só não chute aquele assunto que você desconhece por completo.

Ainda nessa linha intermediária, eu afirmo que é bom manter um limite. O ideal é não deixar mais que 10% da sua prova em branco, isso porque se você marcar poucas questões não terá uma nota competitiva para passar.

A linha de opinião que recomenda não chutar nada serve para aqueles que sabem muito da matéria.

Conheço pessoalmente um caso de uma pessoa que passou em 1º lugar em um concurso concorrido do CESPE, em cargo que exigia nível superior de prova bem difícil porque não errou nenhuma questão, mesmo deixado muitas em branco. De 150 questões ela marcou aproximadamente 115 questões, não errando nenhuma.

Essa pessoa sabia muito da matéria e sabia também “o que não sabia”, conforme Sócrates disse: só sei que nada sei (risos).

Há pessoas que pensam que sabem e quando chutam erram. Essa pessoa não, ela sabia da matéria e tinha confiança dos assuntos que estudou.

Para nós reles mortais, nem sempre reproduzir o que ela fez é tranquilo, pois a maioria sabe bem menos do conteúdo que essa pessoa, sendo difícil conseguir a aprovação praticando essa técnica.

Dependendo da prova temos visto aprovados com 55% da nota em provas com 120 questões, ou seja, uma média de acertos líquidos de 65 questões.

 

Beleza Diogo, entendi que o melhor mesmo é acertar o maior número de questões, deixando poucas em branco, então como eu faço?

 

Uma possibilidade para mitigar a necessidade de saber todo o conteúdo é você se dedicar para saber muito de uma parte da prova.

Isso pode ser feito estudando bastante em torno de 70% da matéria, naqueles pontos mais cobrados, ou simplesmente deixar de estudar certa matéria, já que o CESPE não cobra percentual mínimo por matéria.

Isso mesmo! Dependendo da quantidade de questões que o CESPE cobra de certa matéria, abrindo mão de vários pontos sim, mas garantido os demais.

Nas bancas normais, é melhor você saber um pouco de tudo para você fazer um chute um pouco mais científico. Já no CESPE é melhor você ser muito bom em parte dos assuntos, para garantir acertos.

 

Diogo, então como eu escolho quais assuntos eu vou estudar dentro de uma matéria?

 

Você pode estudar os assuntos cobrados com mais frequência através de uma análise estatística. O site www.tecconcursos.com.br faz essa análise, eu não ganho nada para fazer propaganda, mas indico, pois, eu utilizo com meus alunos e recomendo.

Se você ficar bom nesses assuntos mais cobrados as chances de fazer mais pontos é maior, otimizando assim os seus estudos gastando menos tempo ou nenhum tempo com coisas que caem menos.

Se você ver que certa matéria quase não tem incidência de ser cobrada, melhor não estudar nada sobre ela, pois você não conseguirá estudar o assunto pela metade, por exemplo 2 PDFs de um total de 10.

Diogo, então como eu fico “craque” nos assuntos mais cobrados?

 

Esse é um assunto a ser discutido em outra oportunidade, onde abordarei como você gravar detalhes das matérias, através de mapas mentais, revisões, etc.

 

Diogo, tudo isso que você explicou faz muito sentido, porque então poucas pessoas comentam sobre isso na Internet?

 

É simples, nós temos diversos exemplos com vários tipos de comportamentos que levaram à aprovação em provas do CESPE.

Lembra do exemplo daquela pessoa que citei cuja qual passou em 1º lugar sem arriscar chutar questão alguma? Pois bem, eu tenho um outro exemplo de uma pessoa que deixou de estudar duas dessas matérias, não deixou nenhuma questão delas em branco, chutando todas e foi aprovada, inclusive trabalha com essa primeira colocada atualmente.

No final das contas…

 

Estude muito, saiba o máximo que você puder e lembre-se: veja o estilo que se adapta melhor a você, pois não há uma “receita de bolo” e eu nunca te passarei uma dica milagrosa, pois no mundo real não é assim.

Pratique muitas questões do CESPE, isso será fundamental, pois se você não pegar o estilo da banca, você vai cair em pegadinha, vai demorar para interpretar a questão e vai errar simplesmente por não entender o que o examinador está querendo dizer ali.

Treinar questões do CESPE é muito importante por causa disso.

 

Como bônus, uma última dica!

 

Se você não tem tempo nenhum de estudar uma matéria, mas também não quer deixar ela em branco, você pode estuda-la via questões.

Mas atenção: você só lerá as alternativas certas das questões, ignorando as erradas e só lerá as questões certas, ignorando as erradas.

Você chuta a resposta, se a questão for certa, leia a explicação, se ela for errada, vá para a próxima.

Na hora da prova, se você reconhecer uma questão, se parecer familiar, você marca como certa se for alguma coisa que você nunca viu na sua vida, deixe em branco ou marque como errada.

 

Finalizando

 

Se você tem uma opinião diferente com relação ao CESPE, se fez algo diferente que deu certo ou que deu errado me conte nos comentários desse artigo ou do vídeo do YouTube. Vamos bater um papo a esse respeito, conte-me suas estratégias para vencer o “monstro maligno” que é o CESPE.

 

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Muito obrigado e até a próxima!

 

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Deixe seu comentário 13 comentários

  • Adiel disse:

    Td bem Diogo? Ouvi a recomendação de dois aprovados que disseram: Se a questão aparentar estar “meio certa” , o melhor é chutá-la como errada. Fiz isso em alguns simulados e questões anteriores do CESPE e deu certo! Mas apenas nesses casos de “meio certas”. ??

    • Prof Diogo Moreira disse:

      Obrigado pelo relato Adiel! Para quem tem uma noção da matéria, essa técnica dá mais certo mesmo. Abs!

  • Vanessa Lacerda Alves disse:

    Gratidão pelos ensinamentos! Sempre de grande valia para mim. Deus abençoe e boa sorte ! ??

  • nonato viana. disse:

    muito bom,muito legal.vou aplicar essas dicas.para proxima prova.

  • Francisco Chagas Nunes Dos Reis disse:

    Prof. Diogo, eu já estudo a um bom tempo, eu vou fazer o MPU, e vou para prova para fazer somente as questões que ”eu acho/certeza” que são corretas, e as outras eu vou chutar em erradas, porque o balanceamento do gabarito favorece quem estudou, + ou – 60 questões certas entre a parte básica e especifica. E já fiz essa técnica antes, e estou usando em provas, ficando com 70%/80% de acerto, o que acha? Claro, estudo tudo, já vi 80% do Edital do MPU, e agora só faço questões, esse chutes não vão ser aleatórios, vão ser conscientes, e me acho bem preparado já para a tal.

  • Ramon disse:

    Olá, Diogo, tudo certo?
    Minhas questões (exercícios) da Cespe já estão na casa dos milhares. Tenho desempenho de 75% de acerto (respondendo todas, chute ou não). Foi fácil chegar até aí, mas oscilo entre 72% e 82%, e está muito difícil chegar nos 90% (é possível na CESPE??)
    Este percentual de 75% é ruim, regular ou ótimo para a CESPE/Cebraspe ?
    Forte Abraços.

  • Ramon disse:

    Grato Diogo. Estou focando em maior resolução de questões. Por enquanto ainda naquela margem de oscilação que comentei…
    Parece que 75% é uma planície larga no gradiente de desempenho (deve haver uma explicação científica rs)
    Minha impressão é que aumentar o desempenho percentual em questões é similar ao tempo de decaimento radioativo rs…
    ou ao ganho marginal…
    Após minha aprovação, eu retorno aqui para comentar !!
    Valeu pelo seu vídeo https://www.youtube.com/watch?v=-6nOV991oAk!!
    Valeu!!

  • Wagner disse:

    Parabéns por seu método de ajudar a todos!
    Acredito que hoje os concursos estão muito mais concorridos e com notas de corte muito mais altas!
    No último concurso INSS ,Cespe 2015, eu fiz 99 pontos líquidos e mesmo assim não fui chamado!!! Está “osso”

  • Ingrid disse:

    Professor , como faz essa análise estática no tecconcursos

  • Melhor é estudar pra valer! disse:

    Chutei e me lasquei. Não recomendo! Minha dica é: não chute ou chute, no máximo, umas duas questões. Se não tivesse chutado teria marcado mais de 73 pontos duma prova de 120. Chutei, errei 47, fiquei só com 26,00…

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