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Resumos: por que eu não recomendo?

Por 02/06/2021junho 4th, 2021Dicas, Notícias, Técnicas

Olá! Meu nome é Diogo Moreira, sou Auditor Fiscal da Receita Federal e estou aqui para te ajudar a sair dessa “vida bandida” que é estudar para concurso.

Todo mundo estuda via resumos. Por que eu insisto em dizer para os concurseiros não fazerem resumos? Confira.

 

Resumos: por que eu não recomendo?

 

“Boa tarde professor, comecei a estudar para um concurso a longo prazo e, em uma matéria específica, estou lendo e anotando os pontos importantes, considera isso um equívoco?”, essa foi a pergunta que recebi de um aluno.

A situação é a seguinte. Eu sou muito apedrejado na internet por falar para vocês não fazerem resumos. Eu já vi o lado ruim dos resumos. E aí eu falo: não faça resumos. Mas é claro que há situações específicas em que se pode fazer. Têm resumos e resumos.

Têm uns que são feitos no automático – você não está nem prestando atenção. Têm outros que são resumos de recuperação ativa – quando você puxa da memória a informação. Então são resumos mais interessantes. Vamos falar um pouquinho sobre isso aqui que é essa é uma boa pergunta. Diogo fala: não faça resumos.

E no Instagram, no YouTube, muitos comentários negativos. Postam: “Você só quer vender técnica de estudo milagrosa!” Não. A situação é a seguinte. O que é resumo? Se eu fizer um post na internet perguntando: o que é resumo? Você faz resumo?

As pessoas vão dizer: sim; eu leio e faço resumo para poder olhar depois. Se olhar o seu material, estiver lendo a teoria – especialmente pela primeira vez – e com resuminho do lado: você vai ler, vai anotar no resumo, vai ler mais um pouco, vai anotar no resumo, vai ler mais um pouco. Vai ficar nisso.

Você vai pegar 50 páginas de aula e vai transformar em 25 de resumo. E para poder ler 50 páginas vai levar cinco vezes mais tempo, ou três vezes mais tempo. Por que você está lendo e resumindo.

 

Então, o custo-benefício é bastante questionável.

 

Segundo: “Ah, mas eu aprendo quando eu escrevo”. Não é verdade, não é verdade. Eu digo isso e “Ah que absurdo!”, mas não é provado por estudos científicos. Não é verdade. Se você escrever olhando para o lado, você não está aprendendo nada. Então “Ah Diogo, eu leio e mudo com as minhas palavras”. Isso não serve para nada.

Isso é igual a ler duas vezes. Não adianta. Você pode ler duas, três, quatro vezes a mesma coisa e não vai resultar numa memorização de longo prazo. No meu canal no YouTube – no Instagram também – você encontra vídeos meus em que mostro estudos científicos comparando as diferentes formas de estudar.

Então ler e resumir do lado não é bom. Toma muito tempo e não favorece a memorização de longo prazo. Então temos um custo-benefício bastante duvidoso. Não recomendo. E isso para 97% dos seres humanos na Terra é resumo. E isso é ruim. Então eu falo: não faça resumos.

Especialmente se você estiver na primeira leitura da matéria: não faça resumos. Por que você ainda não tem uma bagagem. Você não conhece aquele assunto, tudo parece difícil, tudo parece importante. Isso pode prejudicar a sua preparação.

Se você está estudando para Auditor da Receita Federal, por exemplo. Se tentar ler toda a matéria num batidão, sem fazer muita revisão, só lendo, lendo, lendo e lendo, vai levar no mínimo um ano. Então preste atenção: como que você vai usar uma técnica de estudo que é três vezes mais lenta?

 

Você vai levar três anos para ler tudo de Auditor?

 

Você não vai passar. Me desculpe, não vai. Não funciona assim. Algumas pessoas fazem resumos e são aprovadas em concursos menores. Mas você não vai pegar pessoas focadas em concursos grandes sendo aprovadas resumindo o material inteiro. Não vale a pena.

Segundo ponto: se você ler a aula sem anotar muita coisa. Não anotando nada. Leia a aula e faça algumas questões. Dali a duas, três semanas, faça outras questões daquela aula, e mais algumas questões daquele assunto. Você vai acertar 70%, 60%, 80%, mas em média 70% das questões.

Significa que sem mexer com resumo – sem gastar tempo à toa – você está aprendendo 70% do conteúdo. Então para que você vai resumir 100% do conteúdo? Deixa para focar nesses 30%. Mas quando está lendo pela primeira vez ainda não sabe quais são os 30% que você não aprende. Então repito: não faça resumo no primeiro contato com a matéria.

Então é por isso que eu falo. E é uma coisa polêmica, e sou criticado, “ah, mas um monte de gente passa fazendo resumo”, um monte de gente passa fazendo tudo quanto é tipo de técnica de estudo – é a primeira coisa. A segunda é: o resumo vai te atrasar; você vai demorar mais tempo e ele não vai te ajudar a reter nada. 

Existe algum tipo de resumo que é bom? Existe. O resumo que é feito sem olhar o material e se chama recuperação ativa. Você no final do dia, por exemplo, ou no dia seguinte, faz um resumo do que você leu sem olhar. Você puxa da memória, faz um esforço, faz um brainstorm. Anota todos os tópicos e depois organiza.

 

Vai sair um resumo, mas é acidental.

 

O seu objetivo não era fazer o resumo, era puxar da memória. Puxar da memória é muito bom para o aprendizado. Isso é bom para aprendizagem e para memorização de longo prazo. Puxar da memória. Só que neste caso realmente toma muito tempo.

Você parar todo dia ao final do dia: “O que eu estudei hoje de manhã? Eu vi direito não sei que lá; eu vi o assunto tal; e tem isso, isso e isso. Não estou lembrando de todos os detalhes, era uma lista de cinco itens, estou só lembrando de três. Vou anotar os três aqui”. Vai tomar um tempão.

Isso vai atrasar o seu avanço nas matérias, e velocidade é importante. Você está falando de estudar para Auditor da Receita, um ano, um ano e meio, dois anos para ler tudo. Não dá para atrasar. Então esta recuperação ativa é boa. Existe alguma outra forma de recuperação ativa que toma menos tempo? Existe.

O que é recuperação ativa? É puxar da memória, é fazer esforço. Qual a recuperação ativa que temos centenas de milhares de fontes de recuperação ativa prontas para você testar e treinar? Questões. Questões são uma forma de revisão ativa. Então você vai pegar enorme parte do conteúdo treinando questões.

Para a grande maioria das matérias não tem muito o que a banca inventar – não tem muitos assuntos que não foram abordados via questões. Vamos supor: a banca inovou, pegou e botou 5% das questões inéditas. Porra, você tem 95% das questões que foram repetidas. Se você aprender estes 95%, vai ficar bem. Não precisa ficar preocupado com aquelas 2, 3, 5 questões que são completamente inéditas. Não vale a pena.

 

Existe uma outra forma de resumo interessante?

 

Existe um resumo mais avançado. Você leu a aula como eu te falei pela primeira vez – sem fazer muito esforço – e pegou 70% da aula? Legal. Você fez mais algumas revisões? Seu percentual de acerto aumentou para 80%? Mas chegou naquele platô de 75%, 80%, não sai daquilo? Tem que fazer um trabalho mais forte em cima daquilo.

Tem que fazer um caderno de erros. Tem que fazer um resumo. Tem que fazer um esquema. Alguma coisa para trabalhar flashcards. Alguma coisa para trabalhar aqueles 20%. E geralmente você faz um resumo.

Você pode usar flashcards, que é uma coisa mais ativa, você pode fazer um mapa mental, que é um tipo de resumo, você pode fazer esquema, que é um tipo de resumo, fichamento. Faça o que você quiser, mas trabalhe aqueles 20% de uma forma mais intencional.

O caderno de erros que eu ensino na minha metodologia é um tipo de resumo. Só que eu não vou te dizer na internet: resumo está liberado, façam resumos, todo mundo passa fazendo resumos. Por que senão você vai fazer aquele resumo que eu citei logo atrás: olhando para o lado, escrevendo com as próprias palavras, gastando um tempão – e ganhando nada em termos de memorização de longo prazo.

Por isso eu falo: não faça resumos. Mas à medida que você amadurecer no estudo, vai ver que lá na frente terá que resumir algumas coisas. Ter estes materiais de fácil acesso – especialmente para revisar perto da prova – enfiar aquelas informações na cabeça e fazer uma boa prova.

 

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