como MEMORIZAR e não esquecer! (dominando as decorebas, hackeando a memorização)

Olá! Meu nome é Diogo Moreira, sou Auditor Fiscal da Receita Federal e estou aqui para te ajudar a sair dessa “vida bandida” que é estudar para concurso.

Como aprender e não esquecer. Quais as técnicas para a memorização de longo prazo? Como você aprende algo e lembra até o dia da prova, por exemplo? Como você chega lá?

 

Vou começar fazendo um pequeno teste.

 

Vou falar seis palavras (dois grupos de três palavras) e vou lhe dar uma explicação durante esse vídeo e, ao final, veremos como foi. Se essas explicações foram suficientes para você aprender ou não. Então, se prepare!

Não é para anotar nada. Quero que você faça de cabeça. Se você anota, então veja o meu vídeo “Não faça resumos” que é para você parar com isso desde agora (https://www.youtube.com/watch?v=nYlvth0GUpU)

Três palavras: caneta, porco e sofá.

Outras três palavras: xícara, câmera, tapete.

Seis palavras, falei uma vez e não vou repetir…vou repetir só mais uma vez porque sou seu amigo, ok?

Três palavras: caneta, porco e sofá.

Outras três palavras: xícara, câmera, tapete.

 

Primeiro quero que você faça um exercício de imaginação.

 

Imagine que você esteja sentado ou em pé nesse momento e, de repente, cai uma caneta Bic azul transparente gigante no seu colo. Você nunca segurou uma caneta tão gigante assim antes.

De repente, a porta abre e entra correndo um porco. Ele vem correndo, entra no seu ambiente guinchando e fazendo barulho, bate na sua perna, você fica assustado e, de repente, ele para do seu lado, olha para você, deita no chão e fica ali.

Você está com a caneta Bic na mão, olha para o lado e vê o porco deitado e pensa: “vou pintar esse porco de azul”. Coisa mais óbvia que você pode fazer.

Você pega a caneta com aquela esfera gigante na ponta e começa a pintar o porco de azul, vai pintando e deixa ele azulzinho, em seguida, vira ele do outro lado e pinta mais um pouquinho, e o porco que era rosa vira azul. E você continua segurando a caneta.

Em seguida, o porco levanta de repente e sai guinchando que nem um maluco e pula no sofá da sala da sua casa. Começa aquela zona, vai saindo tinta azul do porco que começa a rasgar o sofá e a se mexer, vai estragando e retalhando o sofá inteiro e, de repente, estoura uma mola e joga o porco para cima.

Fim da história.

 

Memorização de longo prazo. Como funciona? O que tem a ver com essa história que lhe contei?

 

A memorização funciona mais fortemente baseada em associação e emoção.

São duas coisas que levam à memorização de longo prazo, uma memorização mais forte.

Emoção é exatamente o que parece, é ter algum envolvimento emocional com aquela história.

Com certeza, aqueles momentos da sua vida mais marcantes emocionalmente, seja de uma grande alegria, seja de medo, seja de um susto muito grande, ou de uma sensação de tristeza, de pesar muito grande, ficam marcados na sua memória muito mais do que naquele almoço em que você esteve sozinho distraído pensando em alguma coisa em um dia normal.

Temos ainda a associação. É quando você pega uma informação antiga e tenta juntá-la com uma nova, que você acabou de ter contato, para ver se faz sentido ou não.

Essa associação pode se dar de várias formas, pode ser uma continuação (você tinha uma informação antiga, aprendeu uma nova e a nova vem depois da antiga, ou seja, está dando uma continuidade).

 

É assim que você evolui em Exatas

 

Ou seja, você vai aprendendo as coisas mais básicas e aprende a construir um exercício um pouco mais aprofundado ou complicado.

A associação também pode ser uma informação paralela. Você já tem uma noção de algum assunto e aprende um outro assunto e verifica que é um pouquinho diferente, mas é basicamente a mesma coisa do primeiro assunto.

Eles andam paralelamente ou são completamente contraditórios, ou seja, você tem uma informação nova que contradiz uma antiga de uma forma diferente. Ao associar e comparar, você está facilitando a memorização de longo prazo.

Se você estuda para concurso, por exemplo, você tem a Constituição Federal e, se presta concurso Estadual, você ainda tem a Constituição Estadual. Nesse caso, fatalmente, você estudará a Constituição Estadual fazendo comparações com a Federal.

Encontrará assuntos iguais à Federal e outros completamente contrários. Ao fazer essas associações e comparações, você está trabalhando para a memorização de longo prazo.

Claro, como é muita informação, você terá que organizar isso de alguma forma.

 

Por trás da associação, tem algo que é fundamental: o esforço.

 

É você se esforçar para fazer a associação, é forçar uma comparação, é um esforço mental. É você tentar buscar uma informação de algo com uma outra e verificar se elas fazem sentido ou não, se são iguais, se são paralelas, se são contraditórias.

Esse esforço para associar já facilita a memorização. Se você tentar criar uma associação e não conseguir, mesmo assim, você memorizará porque você tentou.

Você pensou várias vezes, analisou diferentes vertentes, diferentes características e isso facilita a memorização de longo prazo.

Eu, por exemplo, quando preciso decorar um número pequeno, faço uma associação visual.

Se você, por exemplo, tem que decorar o número 328. Eu visualizo a disposição desses números em um gráfico. O 3 está em um local no gráfico, o 2 está um pouco abaixo e o 8 está muito acima (ligando os pontos forma um “check”).

Não faz o menor sentido, mas poderia ser 327 e não 328, poderia ser 318, sempre dariam um check, isso é impreciso, mas para mim, só de pensar na disposição espacial dos três números, facilita a minha memorização e consigo lembrar.

Fica muito mais fácil de memorizar o número 328. É como se eu desse um mapeamento para a informação e, simplesmente, dando esse mapeamento já consigo memorizar de uma maneira mais fácil.

Se você conseguir juntar associação e emoção na mesma técnica, você vai “cair”, por exemplo, na memorização mnemônica. Ela junta essas duas coisas para você decorar grandes sequências de palavras, grandes sequências de números, até mesmo textos, diversas informações. 

 

A memorização mnemônica é basicamente uma associação forçada em que você junta associação e emoção.

 

Você consegue se lembrar, por exemplo, daqueles dois grupos de três palavras que dei no início?

Quais eram as palavras do primeiro grupo?

E do segundo grupo?

Vou lhe dar uma pequena dica: o primeiro grupo começava com caneta. Quais eram as outras duas?

E o segundo grupo? Começava com xícara. Quais eram as outras duas?

No primeiro grupo fizemos uma grande associação, pegamos uma sequência em que você tem uma caneta, em seguida, surge o porco e o porco pula no sofá.

Você tem uma sequência lógica, cria uma narrativa para isso e faz com que os objetos interajam entre si para gerar essa sequência. Isso facilita a memorização porque você faz associação e traz ainda coisas bizarras gerando, também, emoção.

Se você pinta o porco com uma caneta, isso é bizarro. Seu porco pula no sofá e começa a sujar tudo, isso vai lhe dar nojo, desespero e vai lembrar da sua mãe com raiva de você.

Essas emoções afloram nessas situações bizarras e você consegue se lembrar com mais facilidade.

No entanto, se você simplesmente pegar uma informação (e olha que falei duas vezes o segundo grupo e, provavelmente, você não se lembra deles) e não fizer nenhuma associação, se não repete ou tenta puxar aquilo de alguma forma da sua memória, se você não tem uma postura ativa, se você não faz uma recuperação ativa (essa é uma expressão importante), você não memoriza para o longo prazo.

As palavras eram xícara, câmera e tapete.

 

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