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Mostre esse vídeo para quem defende RESUMOS

Por 14/09/2021abril 15th, 2022Dicas, Técnicas, Videos

Olá! Meu nome é Diogo Moreira, sou Auditor Fiscal da Receita Federal e estou aqui para te ajudar a sair dessa “vida bandida” que é estudar para concurso.

Seus familiares criticam o fato de que você não faz resumos mais? Mostre esse vídeo para eles.

 

Mostre esse vídeo para quem defende RESUMOS.

 

Então vamos continuar a nossa live que foi interrompida abruptamente por uma queda na internet do condomínio. Estamos aqui melhores do que estávamos no domingo – um pouco mais descansados – e com um pouquinho mais de café na veia. A dúvida na qual eu parei foi esta do Marcos sobre relacionamento familiar:

“Estou há alguns meses estudando pelo seu método: sem resumos, sem reescrever, perdia muito tempo e a otimização deste para mim foi ótima. Entretanto, minha família fala que eu não estou estudando, pois não estou escrevendo. Como fazer isso sair da cabeça deles?”

 

Prezada família do Marcos, a situação é a seguinte:

 

Meu nome é Diogo, sou Auditor Fiscal da Receita Federal, aprovado com nove meses de estudo. Formado em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo, e em Gestão Financeira pelo FAESA lá de Vitória, Espírito Santo também.

Há seis anos ensino as pessoas a estudarem para concurso, e eu já acompanhei muita gente e vejo muita história nisso. Eu também estudei muito sobre o que é aprender, afinal, é do meu interesse que os meus alunos sejam aprovados em concurso – este é o objetivo.

O meu coaching inclusive é mais no sentido de – vamos usar uma expressão da moda – empoderar o aluno para que ele aprenda a estudar e consiga por conta própria. Eu não me sinto um fracassado quando meu aluno não renova o coaching, pelo contrário, ensino a andar com as próprias pernas.

Existem diversos estudos sobre aprendizado. Foram feitos com centenas de estudantes ou pessoas que aceitam fazer esses testes. Esses comparam resumir, reler o resumo, ler o texto duas ou três vezes, e fazer testes.

Fazer testes é disparadamente o que funciona melhor para ser aprovado em concurso público. Na verdade, para aprender qualquer coisa para a memorização de longo prazo. Quando você estudava para faculdade lia a matéria de dois ou três meses em duas ou três noites, conseguia fazer uma prova, passava e estava aprovado.

 

Depois esquecia.

 

Isso não serve para nós na hora de estudar para concurso. São meses ou anos simplesmente para ler uma vez todo o conteúdo. Não adianta, você não conseguirá revisá-lo todo na véspera da prova igual na faculdade. Tem que ser uma outra forma de estudar.

Além disso, na escola não aprendemos a estudar. Ela não nos treinou para sermos bons estudantes, autônomos, autodidatas. Ela iguala todo mundo por baixo. A escola é feita para os piores alunos e não para os melhores.

E mesmo assim, lá você tinha o seu material de consulta, o seu texto. Nem precisava resumir. Mesmo assim você resumia porque achava – é uma coisa intuitiva do ser humano – que ao escrever aprendia mais.

Esses estudos científicos que eu citei mostram que escrever não faz a menor diferença na memorização. Não faz a menor diferença. Não te ajuda a memorizar mais por dois motivos.

Primeiro, enquanto você está escrevendo, e quando lê e escreve, ou ouve e escreve, faz isso de uma forma automática. Então não puxa de fato da memória, fazendo um esforço para trabalhar aquilo e trazer para o papel.

 

Se você fizesse um resumo sem olhar o material, seria melhor.

 

Por exemplo, hoje de manhã você estudou Direito Administrativo, e de noite faz um resumo de tudo o que você estudou sobre isso sem olhar o material. O nome disso é recuperação ativa, e isso é bom.

É recuperação ativa porque você está ativamente buscando essa informação da memória e trabalhando-a na sua mente. Quando você olha e escreve, olha e escreve repetidamente, isso não é ativo, mas passivo.

Você consegue fazer isso pensando na lista de supermercado ou no último jogo do Flamengo. Não precisa estar concentrado para fazer. E os estudos mostram que escrever não faz a menor diferença.

Além disso, supondo que você tenha escrito, ainda sim ninguém relê os resumos. Ninguém relê os resumos. Como eu falei, você demora um ou dois anos para ler todo o conteúdo, imagine escrevendo.

Demora muito mais. Imagine tendo que reler os seus resumos enquanto ainda há muito conteúdo para ler. Ninguém lê os resumos. Então é um tempo jogado no lixo. Além disso tudo, ler algo pronto é uma revisão passiva. ]

O conteúdo já está lá e você não faz nenhum esforço, não puxa da memória, não faz associações. Só relê. A coisa está pronta e isso não ajuda na memorização de longo prazo.

Para citar um dos estudos – que até apresentei no meu canal no YouTube, o Marcos pode mostrar para vocês depois – pegaram estudantes e fizeram dois grupos. Os dois tinham um texto para ler, e o primeiro o leu quatro vezes. Leu o texto todo, depois leu o texto todo, depois leu texto todo, depois leu o texto todo novamente.

O outro grupo leu o texto uma vez e depois fez três baterias de questões – de testes – sobre ele. Leram o texto uma vez e fizeram três baterias de testes sobre ele. Logo depois de estudar, o grupo que leu quatro vezes teve um desempenho um pouco melhor.

Vamos botar assim, mais ou menos 90% de acerto contra 80%. Quem leu quatro vezes acertou 90%, e quem leu uma vez só acertou 80% – isso logo depois. Ou seja, quem leu várias vezes lembrou mais logo depois.

 

Coisa de 10, 15 minutos depois, na verdade 5 minutos depois.

 

Fizeram o teste e deu isso. Uma semana depois, o pessoal que leu quatro vezes teve uma média de acertos de 50%, verdade entre 40% e 50% – não havia o número no gráfico, mas estava um pouquinho abaixo da metade.

Então botarei 45% de acerto. Uma semana depois, quem leu quatro vezes teve 45% de acerto. E quem leu uma vez e fez testes teve em torno de 70% de acerto. Muito mais do que 45%.

Moral da história, quando você lê e relê até lembra mais naquele momento, mas isso não favorece a memorização de longo prazo, que é o que interessa para nós na hora que estudamos para concurso.

Estudamos hoje para uma prova que acontecerá daqui a um ano e meio, dois anos, sabe Deus quando. Não dá para ser imediatista. Por último, mas não menos importante, quando você relembra os seus resumos acontece uma coisa chamada ‘ilusão de conhecimento’.

É quando você lê o resumo pela quinta vez e reconhece a informação, afinal, é a quinta vez que você está lendo. Mas se tentar depois fazer um teste sobre aquilo é capaz de errar. Porque você reconhece, mas não necessariamente aprendeu aquilo ao reler.

O que diz se você aprendeu ou não? Quando você faz um teste e acerta. Afinal, concurso é fazer teste, é resolver questões, e se você estiver acertando, será aprovado. Se achar que sabe tudo e não acertar, não será aprovado. Simples assim.

Então, por favor, deixem o Marcos estudar conforme a minha metodologia, conforme o que eu ensino no coaching, e não o incomodem com essa história de escrever porque isso não é bom para aprendizagem. Funcionava na escolinha, na faculdade, mas não funciona quando você estuda para concurso, OK? Grande abraço para vocês e até a próxima.

 

Marcão, vamos continuar.

 

“Estou terminando as matérias básicas da área fiscal. Às vezes bate uma indecisão sobre o concurso que quero prestar – Receita Federal – pois vejo muitos concursos saindo e tenho a sensação de que não dará tempo de continuar, devo continuar na Receita ou mudo para o Senado, ou Polícia Legislativa?”

Você está terminando as matérias básicas e isso é ótimo. Enquanto você não tiver umas dez matérias finalizadas, ainda não está apto a brigar por alguma prova. Então, enquanto não finalizar umas dez, não tem que se preocupar com isso.

“Concurso tal está saindo!” Você ainda não está pronto para tentar o concurso “tal”. “mas não sei o que lá, vai sair!” Você ainda não está pronto para tentar esse concurso. O da Receita Federal pode sair muito em breve, mas pode não sair. Recomendo que continue focado porque não sabemos o dia de amanhã.

Quem foca em uma prova durante muito tempo consegue fazer outras depois. Por quê? Porque ficou numa prova só, estudou várias matérias até o fim, melhorou, revisou muitas vezes, criou um bom arcabouço de conhecimento e consegue fazer outras provas.

Quem fica mudando não consegue fazer prova nenhuma. O da Polícia Legislativa do Senado não tem nenhuma indicação de que sairá por agora. Eu deixaria isso tudo para depois e focaria na Receita Federal, que é uma das maiores oportunidades que teremos no médio prazo – provavelmente.

E na dúvida se dará tempo ou não, foque em Analista Tributário da Receita Federal do Brasil. Primeiro bata o edital de Analista, depois o de Auditor. Analista deve ter mais ou menos uns 750 convocados, é espetacular.

 

A Claudia falou:

 

“Boa tarde professor, estou tendo dificuldades em elaborar o material para o estudo da Lei Seca, visto que as normas se encontram dispersas pelos materiais das aulas. Como o professor fez para estudá-las? Poderia dar dicas e sugerir uma metodologia eficiente de organização?”

Sim senhora, Claudia. Sabe o que eu fiz com as letras da lei? Nada. Eu não estudei a Lei Seca, nem Vade Mecum, nem imprimi a lei, não fiz nada disso. Os principais artigos das leis são cobrados nas questões e eu fiz muitas questões. Mas eu não ensino isso por aí, fiz e deu certo.

O que eu recomendo: imprima a lei e faça dela o seu caderno de erros. Sempre que errar, ao invés de fazer um caderno de erros do zero para aquela lei, grife na lei, anote, pinte, chame a atenção de qualquer forma para o que errou. Assim, terá uma lei grifada nos pontos que está errando.

E de vez em quando você a lê toda. Releia esses grifos na mesma frequência em que você relê o seu caderno de erros, e de vez em quando leia a lei toda. Talvez ache alguma exceção, alguma coisa, um detalhe que pode ser cobrado. Grife ele também, e releia esses detalhes com mais frequência.

 

Pergunta da Leise:

 

“Hoje meu foco é na Polícia Federal para o cargo de Agente. Iniciei o ciclo de estudos baseado nesse concurso. Porém, pretendo fazer o concurso da Polícia Civil da Paraíba. Nesse caso, devo iniciar um novo ciclo deixando a PF em stand-by, ou devo inserir novas disciplinas no ciclo?

E com o edital da PCPB aberto, devo dedicar-me integralmente a este concurso, ou não devo desviar o foco da PF de forma alguma?” Eu acho que você deve desviar o foco da PF sim, em algum momento propício. O que é o propício? É quando encontra uma prova que tem várias matérias semelhantes.

Eu respondi hoje a uma aluna que estudava para a Polícia Militar, e as matérias eram: Química, Biologia, História, Língua Estrangeira, Geografia. Falei para ela “não faça isso. Você quer PRF e essa prova não tem nada a ver”

Para todos que estudam para a PRF será inevitável fazer outras provas no meio do caminho. Mas devem ser provas parecidas. Eu não sei o edital da PCPB de cabeça, sugiro você comparar os dois editais.

Mande para mim por e-mail quantas aulas tem cada matéria de cada concurso, quantas dessas aulas são inéditas para você, e analisaremos isso para tomar uma decisão, pode ser? Mas será inevitável desviar o seu foco de alguma forma.

 

Pergunta da Tânia:

 

“Sei que há uma capacidade em cada um de nós, e por vezes me questiono se a tenho para passar em um concurso de alto nível. Todos os dias faço o melhor de mim nos estudos, me acho lenta, porém, não desisto.

Sigo cada ensinamento seu. Mas esse sentimento de incerteza segue me assombrando. Como posso melhorar isso?” É o seguinte, Tânia: nós que estamos nesse ramo há muito tempo já vimos diversas histórias de pessoas muito esforçadas que conseguiram a aprovação.

Quanto maior a sua dificuldade, o fato de “não fui boa aluna e tenho que aprender muita coisa básica” significa que você precisará de um pouco mais de força de vontade, paciência, e dedicação. Mas não significa que não é possível.

Existe todo um processo de amadurecimento como estudante, de aprender a estudar, de se acostumar ao estudo, de ganhar concentração. Tudo isso melhora com o tempo. E tendo uma estratégia razoável de longo prazo você consegue construir o seu conhecimento sobre bases sólidas.

A cada prova que faz aproveita o conhecimento que adquiriu para outras. Conheço várias histórias de pessoas que passaram em concursos menores primeiro, depois em médios, depois em maiores – e esse é um bom caminho.

Quando você foca no maior desde o início eu acho bom. Acho que está mirando alto, elevando o sarrafo, e isso fará com que esteja mais bem preparada para fazer provas menores. É um bom caminho.

Aumentando o grau de dificuldade dos concursos que você tenta. E muitas vezes você estuda para um concurso grande e faz um pequeno, para treinar, e passa. Acontece também.

Logo, eu não posso dizer de forma alguma que algumas pessoas não têm capacidade de passar em concurso. Já vi várias que tinham muitas dificuldades serem aprovadas. Às vezes demorou um pouco mais, às vezes foi no tempo normal.

Mas o que é comum a todos os aprovados é uma força de vontade muito grande, e muita dedicação. Porque ser aprovado em concurso é um feito extraordinário, e você não alcança um feito extraordinário fazendo coisas ordinárias. É necessário sim se dedicar muito.

 

Pergunta do Bruno:

 

“Quando estou no meio do tempo de uma disciplina – no ciclo – e chega a hora de uma refeição ou compromisso, paro o cronômetro e estudo o restante dos minutos depois? Mesmo que seja no dia seguinte?”

Sim. Isso acontecerá de vez em quando e não tem problema. Você tinha que estudar 60 minutos de Português, mas com 30 teve que parar. Então da próxima vez que pegar Português estude os 30 minutos seguintes.

A concentração não será exatamente a mesma, mas a vida é assim. Largue o perfeccionismo, toque o barco e não esquente a cabeça com isso. Feito é melhor que perfeito.

 

Pergunta do Maycon:

 

“Professor estou muito ruim em Português, parece que nada entra na cabeça dessa matéria!” Não sabia que matéria tinha cabeça (risos). Está vendo? Questão de pontuação. Aqui faltou uma vírgula (depois de professor) e aqui também (depois de cabeça), porque você tem dificuldade em Português.

Para quem tem uma base ruim em Português a melhor indicação é a Flávia Rita. Ela tem um curso no site dela – Concursos em vídeo-aula. E se você tiver curso do Estratégia as vídeo-aulas da Adriana Figueiredo são muito boas também.

As duas são as melhores do mercado para você melhorar a sua base. Sempre alinhando à resolução de questões. Você assiste a vídeo-aula daquele assunto, depois treina por questões. E podem ser as questões do PDF.

Assista a vídeo-aula e treine questões do PDF do assunto. Se não quiser usar o PDF, vá para o site de questões, filtre algumas daquele assunto. Mas elas são as duas melhores para isso.

Outra coisa que também pode te ajudar a melhorar é treinar redação. Melhorará a sua capacidade de entender a estrutura de um texto, sua interpretação, e te forçará a tomar algumas decisões. A redação nos força a um estudo ativo. Você olha e fala “qual é mesmo a concordância desse verbo?” Faz um esforço, tenta adivinhar, isso é estudo ativo.

Quando recebe um feedback de uma de uma redação e fala “Putz! Errei isso!” Fica chateado. Esse envolvimento emocional te ajuda a aprender a longo prazo. Era isso gente. Faltavam poucas dúvidas, me desculpem pela interrupção da nossa live. Espero que tenha ajudado e nos vemos na próxima. Um grande abraço e até.

 

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